RASCUNHO PARA REVISÃO JURÍDICA. Não é instrumento jurídico final. Documento interno e de transparência, voltado a reforçar a autonomia do professor e a afastar a leitura de subordinação. Deve ser validado por advogado (atenção especial a trabalhista) antes de qualquer uso.
Política de Matching e Distribuição de Oportunidades
Esta Política descreve como a Plataforma KOGNO sugere oportunidades de aula aos professores particulares autônomos credenciados. Ela integra e detalha a Cláusula 7.4 do Contrato de Adesão de Credenciamento do Professor e deve ser lida em conjunto com ele e com o Manual Operacional Anti-Vínculo.
1. Finalidade do matching
O matching é uma funcionalidade de conexão entre oferta e demanda: a partir de uma solicitação de aula feita por uma Família, a Plataforma identifica e sugere ao professor compatível a existência de uma oportunidade. O objetivo é dar vazão à demanda das Famílias com qualidade, e não organizar o trabalho do professor.
O matching não é escala de trabalho, jornada, ordem de serviço ou distribuição compulsória de tarefas. É um convite dirigido a profissionais autônomos, que decidem livremente se aceitam.
2. Critérios objetivos de compatibilidade
A sugestão de oportunidades baseia-se em critérios objetivos, públicos e auditáveis:
- matéria e conteúdo solicitados;
- nível ou faixa escolar do aluno;
- disponibilidade previamente declarada pelo professor na Plataforma;
- modalidade (online ou, quando aplicável, presencial);
- localização, apenas quando a aula for presencial;
- preferências da Família (quando houver);
- reputação e avaliação média do professor na Plataforma;
- histórico de aceite e compatibilidade prévia, como sinal de adequação;
- regras de segurança e de ausência de conflito.
A Plataforma não utiliza, como insumo do matching, qualquer fator que funcione como punição.
3. Autonomia do professor (o que o matching NÃO faz)
São expressamente vedados como efeito do matching:
- garantia de volume mínimo de aulas: a Plataforma não promete e não assegura quantidade de aulas;
- penalização por recusa: recusar uma oportunidade, ficar indisponível, não aceitar horários específicos ou não responder fora da disponibilidade declarada não geram advertência, multa, redução de credenciamento nem diminuição de oportunidades futuras;
- escala ou jornada: o professor não tem horário de trabalho imposto, meta, cota ou obrigação de permanecer disponível;
- ranqueamento disciplinar: a recusa de oportunidades não é tratada como falta nem rebaixa o professor.
A responsabilidade do professor perante a Família e a Plataforma surge apenas após o aceite expresso de uma aula específica (Cláusula 8.5 do Contrato do Professor). Antes do aceite, há apenas uma oportunidade ofertada.
4. Revisão humana e tratamento de reclamações
Sempre que o resultado do matching gerar dúvida, reclamação ou indício de erro, a Plataforma assegura revisão humana, sem automatismo que produza efeito sobre o credenciamento do professor sem análise.
5. Logs e auditabilidade
A Plataforma registra, para cada oportunidade, ao menos: a solicitação que a originou, os critérios objetivos aplicados, o professor a quem foi ofertada, e o desfecho (aceite, recusa, expiração ou reatribuição). Esses registros permitem auditar a impessoalidade e a objetividade do matching e comprovar a ausência de penalização por recusa.
6. Articulação com outras políticas
Esta Política articula-se com:
- o Contrato do Professor (Cláusulas 7ª, 8ª e Condição 4 da Cláusula 4ª), quanto à autonomia de agenda, à janela de confirmação e ao momento em que nasce a responsabilidade;
- o Manual Operacional Anti-Vínculo, quanto à linguagem permitida e proibida e às regras de recusa sem penalidade.
7. Histórico de versões
| Versão | Data | Alterações |
|---|---|---|
| 0.1 | 30/06/2026 | Criação a partir do parecer Advogado 360: finalidade do matching, critérios objetivos, autonomia (ausência de escala/penalidade por recusa), revisão humana, logs e auditabilidade. |